Novidades:

Categorias:


Número de jovens grávidas continua alto

Postado por Leonardo Salo | December 7, 2007

Nunca se divulgou tanto como evitar a gravidez não planejada. No entanto, continua alto o índice de gravidez na adolescência. A principal razão, apontam os especialistas, é que é comum o adolescente comportar-se de maneira inconsciente, imprevisível ou irracional. Veja os fatores que contribuem para aumentar os riscos, ainda maiores no primeiro ano da vida sexual:

Fatores biológicos
- A cada década a primeira menstruação (menarca) tem vindo quatro meses mais cedo, aumentando o tempo de exposição da adolescente ao risco de gravidez.
- Irregularidade dos ciclos menstruais.

Fatores familiares
- Filhas de mães que iniciaram vida sexual precocemente ou engravidaram ainda adolescentes tendem a repetir a experiência.
- Desajustes e desagregação familiar, permissividade, falta de limites, de diálogo e confiança.
- Violência, abuso de drogas e doença crônica de um ou dos dois pais. - Irmãos mais velhos com vida sexual ativa.

Fatores sociais
- Exagero da erotização pelos meios de comunicação, especialmente a televisão.
- Maior aceitação social do sexo antes do casamento e na adolescência.
- Baixa escolaridade e desinformação de pais e adolescentes sobre reprodução humana, uso correto dos métodos contraceptivos e efeitos biológicos, psicológicos, jurídicos e sociais da gravidez na adolescência. - Falta de dinheiro para comprar contraceptivos.
- Pouco ou nenhum acesso do adolescente a atividades saudáveis e prazerosas no tempo livre, como esporte.
- Pressão do grupo de amigos para iniciar a vida sexual.

Fatores psicológicos e comportamentais
- Baixa auto-estima, aliada ao mau rendimento escolar (ou por causa dele) e à falta de apoio e afeto da família.
- Falta de perspectivas e de aspirações profissionais.
- Desejo inconsciente e até consciente de engravidar para obter afeto,
auto-afirmação ou respeito social; para provar a fertilidade, solidificar o relacionamento com o parceiro ou ter alguém para amar e cuidar; ou para libertar-se de um ambiente familiar abusivo.
- Negação (“comigo não acontecerá”).
- Crença de que qualquer planejamento diminui o prazer do sexo e de que não é necessário o uso rotineiro de contraceptivos nos encontros sexuais eventuais.
- Falta de uso de contraceptivo pelo adolescente por medo de ser descoberto pela família ou de não ser aceito pelo parceiro.
- Uso de drogas e álcool.

Riscos para a mãe
- Hipertensão, anemia, ganho de peso insuficiente, infecção urinária, desproporção entre a cabeça da criança e a pelves da mãe – o que impede o parto normal –, parto prematuro, aborto, morte no parto (é a sexta causa de morte entre adolescentes), suicídio.
- Extrema dificuldade em adaptar-se à nova condição, exacerbando ansiedade, depressão e hostilidade.
- Problemas de crescimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado.
- Abandono da escola e de projetos profissionais.
- Afastamento do pai da criança e dos amigos.
- Dificuldade em atividades sexuais futuras.
- Exclusão do mercado de trabalho.

 

Riscos para o bebê
- Desnutrição e baixo peso ao nascer.
- Apgar (índice que mede a vitalidade do recém-nascido) mais baixo, doenças respiratórias, trauma no parto, maior freqüência de doenças e de mortalidade infantil.
- Rejeição, maus-tratos, carência afetiva, abandono.
Essas complicações podem ser evitadas ou minimizadas com um pré-natal adequado. Mas, por medo, a adolescente “esconde” a gravidez o máximo possível, iniciando o pré-natal tardiamente, ou até mesmo chegando ao parto sem ele. As conseqüências são mais graves quanto mais baixas a escolaridade e a condição socioeconômica da família.

Riscos para o pai adolescente
- Abandono dos estudos e dos projetos profissionais.

 

Fonte: Agência Senado.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google
  • Do Melhor
  • E-mail this story to a friend!
  • Furl
  • Linkk
  • LinkTo
  • Live
  • Propeller
  • Rec6
  • TwitThis
  • Ueba
  • YahooMyWeb

Post classificado na(s) categoria(s): Uncategorized |

PUBLICIDADE:

Comentários