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Elke Maravilha: bibliotecária?

Postado por Lote Cultural | November 9, 2008

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Essa pouca gente sabe. Elke Maravilha já foi bibliotecária. A curiosidade foi revelada entrevista para o Jornal O Povo de Fortaleza.

O Povo - E o começo de sua carreira de artista, como modelo?

Elke Maravilha - Na realidade, eu nunca soube o que queria ser quando crescesse. Até hoje não sei, confesso. Agora: eu sempre soube o que eu não queria, graças a Deus! Meu primeiro marido, Alex, um grego - eu já casei oito vezes. Eu chegando no Rio, bom: em que vou trabalhar? Porque eu já tinha sido bibliotecária, em Atibaia. Era bibliotecária e professora da Alliance Française. Em Minas, fui professora de inglês e francês pra crianças, no Fisk e no Ibeu, e dava aulas particulares de latim. Também de alemão. Fui tradutora e intérprete na Siemens. Depois, fui secretária da Western Telegraph Company, uma firma inglesa de telegramas. Fui bancária também. Quando fiz 12 anos, meu pai virou pra mim, falou assim: - Te ensinei muitas coisas, muitas línguas. Então, agora, com o que eu te ensinei, você vai trabalhar, porque não vou te sustentar mais. Chorei dois dias, me senti tão rejeitada… E olhe que não sou de chorar, mas chorei. Então, arrumei um emprego. Claro que ele continuou me dando casa e comida. Sinto muito a falta dos pais de hoje em dia, que não fazem isso com os filhos. Os filhos estão muito mamonas, né? Isto é tão ruim. Saí de casa pra viajar pra Europa. Peguei 20 dólares que eu tinha, peguei um navio. Eu tinha 20 anos. O Alex, eu conheci no navio. Eu tinha uma vó na Alemanha, fui pra lá. Mas minha avó alemã e eu… Ela era ótima dona de casa e eu não. Eu tinha muita intimidade com minha avó mongol, morei com ela dez anos. A primeira vez que falei da minha avó mongol pra nordestino, me disseram, coitada. Rá-rá-rá! Não, gente, minha avó era mongol, a mongolóide sou eu! Convivi muitos anos com esta minha avó, ela morava com a gente. Era uma coisa, uma sabedoria.

Entrevista completa em: http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/718138.html

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2 comentários to “Elke Maravilha: bibliotecária?”

  1. osrevni Says:
    August 9th, 2007 at 10:58 pm

    Terá sido a poeira dos livros que a deixou assim?

  2. Renata Guimarães Says:
    August 10th, 2007 at 4:57 pm

    Dra. Nise da Silveira, criadora do Museu de Imagens do Inconsciente, afirmava que Elke é uma Sacerdotisa Dionisíaca, e que, com tal, ilumina caminhos e aquece corações.
    Já na década de 60 despontou como símbolo de transgressão e liberação. Visionária como só os que assumem seu delírio, intuiu o movimento holístico e vem exercendo-o tanto em suas relações pessoais como em sua comunicação com o mundo.
    Elke Maravilha é uma obra de arte em constante metamorfose e como artista vem trilhando o melhor dos caminhos da arte: Ela apostou e aposta no sonho possível.

    Faço das palavras da Dr as minhas

Comentários