Pedofilia, internet e sociedade

Orkut, MSN, Second Life e outras novidades da Internet reafirmam a necessidade da discussão da pedofilia na na grande rede. Em 2007, foi amplamente divulgado o caso do “Tenente C”, que exibia fotos ede crianças abusadas sexualmente em seu perfil, segundo informações divulgadas a imprensafato que causou revoltou em grande parte dos usuários do site de relacionamentos Orkut. Entretanto, é valido lembrar que este talvez seja apenas mais um caso em um universo de milhares de páginas envolvendo crianças de menos com cinco anos de idade, como as supostamente apresentadas neste  álbum de fotos do “Tenente”.

Depois dos avanços na negociação entre a Polícia Federal, os provedores de internet e o Google, a todo instante brotam casos de prisões de pessoas que divulgam imagens de crianças na rede.  Assim sendo, é uma discussão bastante atual e necessária , esta questão da pedofilia na Internet. A se julgar pelas denúncias é de impressionar a velocidade com que cresce o número de web sites que vinculam fotos e vídeos com imagens pornográficas envolvendo crianças. São sites com imagens de sexo explícito entre adultos e crianças, crianças com crianças, homossexualismo, incesto, torturas, etc… Há inclusive imagens de bebês, o que é realmente inaceitável.

Nos dias atuais há um grande esforço mundial para pelo menos minimizar o problema. Há diversas organizações internacionais atuam auxiliando as polícias nas investigações. Uma delas é a SaferNet, que recentemente divulgou que a média de denúncias mensais aumentou de 286 (2005), para 3,1 mil entre 2006 e o começo de 2007. Em 2008, o número de denúncias chegou a 91.038. Denúncias apuradas por organizações como esta, geram operações policiais e os responsáveis pela divulgação de pornografia infantil quando localizados são punidos de acordo com a lei.

Uma das primeiras grandes investidas contra a pedofilia tenha ocorrio há alguns anos atrás, quando a Interpol realizou recentemente uma investigação em grande escala em conjunto com as polícias de 19 países:  Austrália, Bélgica, Alemanha, Israel, Itália, Canadá, França, Japão, Coréia, Holanda, Grã-Bretanha, Portugal, Nova Zelândia, Taiwan, Suécia, Estados Unidos, Turquia, Rússia e Espanha.

A operação rastreou 30 sites de pedofilia e concluiu que trinta mil pessoas acessaram estes sites no período da investigação. Em 2001, a Interpol havia descoberto o “Wonderland Club”, uma rede de 180 pedófilos que trocavam milhares de imagens via Internet. A polícia encontrou 750 mil fotos e 1800 vídeos com pornografia infantil. O que mais chocou os investigadores foi o fato de encontrarem casos envolvendo bebês de ate 3 meses. Haviam poucos casos de crianças entre 13 e 16, mas a grande maioria era de crianças entre 8 e 10 anos.

O detetive Peter Spindler afirmou na época, que o grande problema é que todos os sites e grupos de discussão que apresentam imagens de pedofilia estão disponíveis para o acesso de qualquer pessoa, inclusive crianças. É muito fácil criar um web site. Basta se cadastrar em um serviço gratuito de hospedagem de páginas (Geocities, Tripod, etc…) e em poucos minutos qualquer um pode montar o seu próprio sítio com o conteúdo que quiser, inclusive pedofilia. Com isso, nossas crianças ficam expostas à este tipo de imagens. E se uma cena erótica de adultos já influencia uma criança, imagine uma cena de pornografia infantil!

Aqui no Brasil  a situação é a mesma que nos países desenvolvidos. Dos nossos 30 milhões ( será isso tudo mesmo ) de internautas, quantos não estarão acessando pedofilia neste momento instante em que você acessa o site Lote Cultural!?! Aliás, vale a curiosidade: muita gente entra nesta página procurando no Google coisas como: “mães transando com filhos”, “tias transando com sobrinhos”, “crianças se masturbando”, “adolescentes nuas” etc… Como o Google indexa os sites por palavras e estas palavras existem no texto, as pessoas acabam aqui…

Mas voltando ao nosso tema, se antes o principal problema era apenas a quantidade de sites, o passar dos anos a Internet acabou oferecendo novas ferramentas para divulgação de conteúdo pornográfico, como o já citado site de relacionamentos Orkut e as conversas via webcam pelo MSN e Skype. Com uma câmera ligada no PC, é muito fácil para qualquer criança ver ou ser vista por alguém se masturbando ou mesmo praticando sexo. Já no Orkut, apesar de não ser tão difícil identificar algumas pessoas que divulgam imagens de pedofilia, a polícia brasileira esbarrou durante muito tempo na má vontade do Google (dono do Orkut) em ceder dados dos usuários infratores.

Na Inglaterra, existe hoje uma polícia especial para combater pedofilia on-line. A equipe de policiais britânicos foi especialmente treinada para iludir os criminosos fazendo-se passar por crianças que estão on-line, obtendo com isso dados dos usuários infratores. Este novo departamento da polícia inglesa foi denominado Child Exploitation and Online Protection (Brigada Contra a Exploração de Menores e Protecção On-line) e é composta por especialistas em Internet, tecnologia e crime organizado.

E vale lembrar que esta é apenas a ponta de um imenso iceberg. A internet apenas “globaliza” a pedofilia, trazendo para o mundo virtual todo o lixo praticado na vida real. Uma das vertentes é a prostituição infantil. Num universo de 30 milhões miseráveis, como não esperar que hajam crianças vendendo o corpo? Inventaram um tal de bolsa-escola que não resolve, aliás eu estou querendo descobrir qual a loja em que a atriz do comercial comprou tudo aquilo para o seu filho com o dinheiro do bolsa-escola…

Bem, mas voltando ao nosso assunto, a prostituição infantil existe no Brasil. É. existe. Precisamos parar de hipocrisia. Por mais que se mostre, parece que é uma realidade tão distante de nós, pois não vemos uma atuação firme do Estado na criação de programas sociais que acabem com a raiz do problema, que atuem nas causas que levaram as crianças a praticar tais atos. Não basta combater, é necessário criar alternativas para que as crianças que já estão nesta vida possam mudar seus destino e criar medidas para evitar que outras crianças entrem neste esquema.

Aqui mesmo, em Niterói existe, assim como no Rio de Janeiro, em São Paulo, Recife ou em qualquer cidade do nosso imenso país. Impulsionadas pela miséria são muitas as crianças que são forçadas a vender o corpo e muitas vendem por iniciativa própria. E não é só isso: como a intenção do Lote Cultural não é tapar o sol com a peneira, eu preciso lembrar que a prostituição infantil não existe apenas nas camadas mais pobres, já que muitas adolescentes de classe média se prostituem para comprar drogas ou roupinhas da moda, é preciso parar de hipocrisia!

Além da prostituição infantil, temos outro problema, tão grave quanto. Outro ponto que deve ser lembrado é a quantidade absurda de casos de incesto que ocorrem todos os dias e são encobertos pelas famílias das vítimas, pela vergonha de que os outros saibam que há pais e mães transando com filhos, tios e tias com sobrinhos, avôs com netos, etc… Chega de hipocrisia. Este sim é o maior de todos os crimes, os que acontecem dentro da própria casa da criança. A grande maioria dos abusos sexuais ocorre dentro de casa.

Psicologicamente os danos causados na cabeça das crianças que fazem sexo com parentes geralmente são irreversíveis. Geram traumas que quase sempre não são superados e perseguem as vítimas por toda sua vida. Imagine a confusão mental da cabeça de uma criança que é induzida a transar com o pai, mãe, avô, tio, tia…?

Também é preciso parar de hipocrisia num ponto: hoje em dia criança de 14, 15 anos não é mais criança. Tem muito adolescente desta idade que mata, seqüestra, estupra… Mas isso é outro assunto. Para concluir o assunto do texto devo dizer que: a pedofilia não existe só na internet, ela existe no mundo real e está bem mais perto de nós do que imaginamos, reconhecendo o problema já estamos dando um primeiro passo rumo à sua solução ou pelo menos diminuição do problema, é isso que eu acho.

Abaixo, uma lista de sites para denúncias:

http://www.safernet.org.br

http://www.denunciar.org

http://www.missingkids.com/

http://www.cybertipline.com/

www.mp.sp.gov.br

www.mp.rj.gov.br

www.mp.mg.gov.br

www.mp.rs.gov.br

www.mp.pr.gov.br

www.mp.sc.gov.br

www.mp.ba.gov.br

www.mp.mt.gov.br

www.mp.pe.gov.br

www.mp.se.gov.br

www.mp.pa.gov.br

www.pgj.pb.gov.br

www.mp.rn.gov.br

www.mp.ac.gov.br

www.mp.rr.gov.br

www.mp.ro.gov.br

www.mp.to.gov.br

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