Engenheiro civil formado pela Universidade de Teerão, Mahmoud Ahmadinejad foi fundador da Associação Islâmica de Estudantes da Universidade de Ciência e Tecnologia. Durante a guerra Irão-Iraque, participou das forças voluntárias em diferentes frentes de batalha.
Governou as cidades de Makd e Khoy durante quatro anos e foi conselheiro do governador-geral da província de Curdistão. Tornou-se governador da província de Ardabil, em 1993, sendo destituído em 1997 pelo presidente Mohammad Khatami.
Em Junho de 2005, foi eleito presidente, obtendo cerca de 62% dos votos e derrotando na 2ª volta Hashemi Rafsanjani. Disse na campanha que pretendia criar “um governo exemplar para os povos do mundo” e definiu a sua política dentro dos princípios islâmicos e revolucionários. Um dos seus proclamados objectivos foi “pôr o rendimento do petróleo na mesa das pessoas”.
Apesar de ser profundamente religioso, foi um dos primeiros não integrantes do clero a ser eleito presidente do Irão desde 1981.
São conhecidas as suas posições linha-dura, opondo-se às reformas das instituições políticas.
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O fragmento acima é parte de um texto publicado no sítio da Fundação Lauro Campos. Neste conturbado momento político do país, o noticiário nos mostra a todo momento informações sobre o que acontece no Irã, apesar das restrições que o governo impõe ao trabalho da imprensa. Entretanto, apesar do bombardeio de informações, a gente fica meio sem entender qual a real situação do país, neste sentido, é interessante dar uma olhada neste texto do professor Thierry Coville, publicado originalmente na revista Alternatives Internationales e traduzido por Carlos Santos. Ele dá pelo menos uma idéia geral do quão grande é a encrenca!