André Gonzales, da banda Móveis Coloniais de Acaju
Postado por Leonardo Salo | June 26, 2007

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André Gonzales é vocalista de uma das bandas mais originais do atual cenário do Pop/Rock nacional. A ‘feijoada búlgara” da banda Móveis Coloniais de Acaju inclui altas doses de um ska super apimentado, com pitadas de ritmos nacionais e influências do rock europeu. No palco, a banda empolga durante todo o show, nos bastidores, André e seus amigos são pessoas mais do que simpáticas. A entrevista aconteceu após uma apresentação da banda no Teatro da UFF, em Niterói. |
Leonardo Melo: Como foi pra vocês tocar no Canecão?
André Gonzales: O Canecão tem toda uma mística, né? Tem toda uma lenda em cima do Canecão, foi muito legal! A gente tinha muita expectativa, por causa da casa e por causa da divulgação, de tudo que envolveu o show. Mas no final, não deixou de ser uma apresentação do Móveis, igual a gente acabou de tocar aqui (em Niterói), muito intimista, muito divertida.. Em cada show a gente tenta se dedicar ao máximo e não foi diferente no Canecão. Foi muito legal, no início estávamos um pouco apreensivos, mas foi legal!
Leonardo Melo: Ainda rola em certo nervosismo antes das apresentações?
André Gonzales: Sempre rola e eu acho até bom ter um certo nervosismo assim. É bom porque se você chegar muito frio lá, não rola. Tem que haver uma expectativa, disso aí sai uma energia boa!
Leonardo Melo: Na apresentação de hoje aqui no Teatro da UFF, o público cantou todas as músicas, como é essa coisa pra você; estar no palco e ver a platéia cantando todas as suas músicas durante um show?
André Gonzales: É, eles cantaram o sopro e tudo (risos). Eu fico muito feliz, é um sinal de reconhecimento do nosso trabalho. A gente faz um trabalho que a gente curte de verdade, não é uma coisa feita pra atingir o mercado, mas a gente agrada, o público canta, eles reconhecem o nosso trabalho. Se a gente tivese uma parada pronta, feita pra atingir um público X, seria diferente.
Leonardo Melo: E como foi pra você tocar aqui em Niterói?
André Gonzales: Me impressionei muito com Niterói, que estava muito mais cantante hoje, fiquei impressionado! Na verdade, acho que eu nem precisava estar ali, eles (a platéia) podiam cantar por mim (risos)…
Leonardo Melo: sobre a revolução que o MP3 causou no mercado fonográfico, qual sua opinião?
André Gonzales: A Internet é uma grande evolução no mercado fonográfico, está acabando com as majors; no cenário atual a coisa tá pegando para as gravadoras. Mas eu acho que está facilitando o acesso e a divulgação do trabalho isso é fantástico. A gente não tem uma boa distribuição e não aparece na mídia com tanta frequencia, mas isso tem um lado até interessante. O interessante é que o fato de não estar bem distribuído, não se ter ter acesso fácil, isso torna o disco meio que raridade. Muita gente encontra em algum lugar e coloca na Internet. A rapaziada baixa, mas não tem o disco. Aí a gente chega, toca e diz: “olha, aqui tem o disco”. Aí o pessoal compra.
Leonardo Melo: O preço de R$ 15,00 também ajuda a vender, né? Quantas cópias vocês já venderam?
André Gonzales: Ajuda também, porque não tem muitos terceiros, intermediários, aí dá pra fazer mais barato. Já vendemos 6.000.
Leonardo Melo: Você e ou outros integrantes da banda são bastante carinhosos com os fãs. Mas você, André tem uma peculiaridade na hora de dar autógrafos, não é mesmo? Fala ae…
André Gonzales: Meus autógrafos são personalizados. Ela por exemplo (André aponta para uma fã), soletrou seu nome para mim, eu então escrevi um a - u - t - ó -g - r - a - f - o bem soletrado pra você. Ontem eu fiz o meu melhor autógrafo, foi sobre as perdas dos meus vôos. A menina falou pra mim: “ah, fiquei sabendo que você perdeu o avião e tal…” (risos) É que eu perdi 2 vôos internacionais seguidos (mais risos), doideira!
Leonardo Melo : E como você define esse som “louco” que vocês fazem?
André Gonzales: A gente toca “feijoada búlgara”. Como nosso som é meio indefinível, então a gente inventou este termo aí. No final das contas, o som fala um pouco o que é a banda. É um bando de gente, 10 pessoas, cada um com seu estilo e seus gostos diferentes, é isso aí.
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