
Fizemos um rápido “bate-bola” com a grande Ruth Rocha, uma das maiores autoras infantis do Brasil e do mundo. Simpática e sorridente, fomos muito bem recepcionados pela autora. Nascida em 1931, Ruth já possui mais de 130 livros publicados e suas obras já foram traduzidas para mais de 25 idiomas. Confira o resultado de nossa pequena entrevista, realizada no estande da Editora FTD:
Sobre a ONG Brasil Leitor:
Ruth Rocha: Em São Paulo, eu trabalho numa ong que se chama Brasil Leitor e nós fazemos bibliotecas, buscando patrocínio. Já fizemos biblioteca no metrô, fizemos biblioteca na Academia de Polícia, fizemos bibliotecas em 17 escolas, trabalhamos muito.
Sobre a contribuição da Sociologia no seu trabalho:
Ruth Rocha: Contribuiu porque a Sociologia é uma matéria muito abrangente e eu acho que ela nos dá uma capacidade de ver a sociedade de outra maneira. Eu acho que a primeira coisa que a gente aprende na Sociologia é ser contra o racismo. E eu acho que isso é uma marca de meu trabalho e da minha personalidade. Uma grande influência da Sociologia.
Sobre o dialeto dos blogs e do MSN:
Ruth Rocha: Eu não acho isso muito importante. Acho que isso é modismo e passa, muda. Cada um usa o seu dialeto. Não acho que isso atrapalhe a Língua Portuguesa. O que eu acho que atrapalha a Língua é quando a pessoa não sabe o resto. A gente encontra nos jovens muita coisa mal escrita, mas um “vc” abreviado não me incomoda em nada.
E para escrever: à mão ou no computador?
Ruth Rocha: A mão, gosto de escrever a mão. Eu tenho computador, mas eu não gosto de escrever no computador.
Sobre a personagem Emília:
Ruth Rocha: Emília era a minha personagem predileta, de todos os livros do Monteiro Lobato. Eu adorava. Bem, eu acho que sou uma pessoa bem humorada. Aquele bom humor da Emília sempre me encantou e quando eu comecei a escrever fui muito influenciada pelo clima da Emília.
Sobre o tempo em que trabalho na Biblioteca do Colégio Rio Branco:
Ruth Rocha: Eu fui atendente de biblioteca, comecei atendendo o público e aconteceu que eu comecei a ter uma aproximação muito grande com as crianças. Nós conversávamos, eu fazia uma graça, escolhia livros para elas. Com isso elas começaram a me cercar muito. Então, a direção da escola me convidou a ser orientadora educacional. Depois eu fiz minha pós graduação e fui orientadora durante 15 anos. Mas eu adorava o meu trabalho na biblioteca e acho que as bibliotecas são imprescindíveis. Tínhamos que ter uma biblioteca em cada escola, em cada esquina.
Mais Ruth Rocha:
Escritora fala tudo sobre o “Almanaque Ruth Rocha”, sobre sua versão juvenil da “Ilíada” e sobre a reformulação do site oficial na TV UOL. Veja mais aqui.
